O sol atacou seu colo? Veja como clarear as manchas por Redação


Sexta-feira, 03 de Fevereiro de 2012

Durante o verão é muito comum as mulheres lançarem mão de camisetas e camisas decotadas, as quais deixam exposto o colo. Neste momento, um vilão entra em cena, atingindo em cheio a pele desta parte do corpo através de dois de seus representantes invisíveis, mas potencialmente maléficos: a radiação ultravioleta (A e B) e a luz visível.

Geralmente, a pele do colo é uma região do corpo muito delicada. Por permanecer longos períodos do ano coberta pelas golas e camisas fechadas, ela sofre pouca influência da radiação luminosa, permanecendo fina e mais clara. Durante o verão, contudo,

essa pele passa a sofrer, repentinamente, a ação desses elementos físicos emanados pelo sol, sem contar com uma proteção adequada (muitas das vezes, as mulheres ou esquecem-se de passar o filtro solar nesse ponto, ou não o fazem, para evitar que o mesmo manche suas roupas). Consequentemente, essa pele desidrata, desenvolve manchas e rugas finas. 

Quando esses sinais de envelhecimento cutâneo se instalam, é possível recuperar a integridade da pele, desde que tais sinais não sejam exagerados. O uso de hidratantes corporais, principalmente a base de ureia, lactato de amônia, vitamina E, ceramidas e ômegas-3, 6 e 9, entre outros, podem dar uma grande “mãozinha”. No caso das manchas, sessões de luz intensa pulsada, geralmente, minimizam o problema.

Porém, o que fazer com o aspecto opaco da pele e com as rugas que se instalaram, caso nada disso adiantar? Nesse caso, os dermatologistas podem entrar em ação, lançando mão de procedimentos ambulatoriais.

No intuito de se reverter a instalação das famigeradas “ruguinhas” do colo, utiliza-se o ácido hialurônico (a mesma substância usada para preencher sulcos faciais) não-crosslinkado (ou seja, não unido entre si; quando crosslinkado, ele forma uma configuração espacial rendilhada, útil para o preenchimento facial, mas não para este fim que aqui discutimos). Existem alguns produtos registrados em nosso país, originários das mesmas empresas que comercializam os preenchedores faciais a base de ácido hialurônico, de aplicação em âmbito ambulatorial.

O ácido hialurônico não-crosslinkado, quando aplicada através de punturas de micro-agulhas (após aplicação de anestesia tópica de, no mínimo, 45 minutos, claro!) entra na derme (camada média da pele) desta região, atraindo água para o interior de sua estrutura, “expandindo” a pele, tornando-a mais esticada, o que deixa sua superfície cutânea mais lisa. Geralmente, faz-se mais que uma sessão, com intervalo de 07 a 15 dias, dependendo de cada caso. Vale a dica!

A matéria foi escrita pelo colunista Dr. Adilson Costa, dermatologista, com consultório na cidade de São Paulo e coordenador do Ambulatório de Dermatologia Estética da PUC-Campinas

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