Alexander McQueen: o mundo da moda com atitude e irreverência por Taste.com.br


Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

Morreu no dia 11 de fevereiro, aos 40 anos de idade, o estilista britânico Alexander McQueen, considerado um dos maiores ícones da moda mundial. Inovador, ousado, rebelde e brilhante. Essas são algumas das características que definem o trabalho do estilista. Em pouco mais de 10 anos de carreira, ele se tornou um dos grandes nomes e maiores influenciadores das tendências mundiais, mudando o conceito de high-fashion com suas produções artísticas, e sua atitude arrojada. Uma de suas mais recentes parcerias foi com a cantora Lady Gaga, que lançou seu novo single no desfile de McQueen e usou o figurino do estilista em seus clipes musicais.

Mais novo de uma família de seis filhos, McQueen nasceu em 1969 em Londres, e desde cedo mostrou vocação para a moda, desenhando os vestidos de suas irmãs mais velhas. Aos 16 anos, ele abandonou a escola para trabalhar como aprendiz na famosa alfaiataria Anderson & Sheppard, localizada em Savile Row, atendendo clientes como Mikhail Gorbachev e Príncipe Charles. Até se estabelecer como estilista, em 1994, McQueen trabalhou com nomes como o designer Koji Tatsuno e Romeo Giglis, e também na renomada loja de fantasias Angels & Bermans, onde aprendeu os segredos do corte das peças, que passou a ser sempre uma referência em seus desfiles teatrais.

Quando retornou a Londres no início dos anos 90, completou um mestrado em Design de Moda na prestigiada Saint Martins College, e teve sua coleção de graduação comprada pela estilista Isabella Blow. A projeção de seu trabalho chegou até o presidente do grupo LVMH, Bernard Arnault, que o convidou para ser diretor criativo da Givenchy, onde ele ficou até 2001. Paralelamente, o inglês criou sua própria marca.

Com o título "l'enfant terrible" da moda britânica, McQueen sempre desenvolveu trabalhos ousados e controversos, e se tornou um dos mais respeitados estilistas do mundo. Seu trabalho unia acabamento italiano perfeito, a tradicional alfaiataria britânica e alta-costura francesa, fazendo dele um ícone. Em seus desfiles, sempre inovadores, ele quebrava regras para apresentar coleções de vanguarda. Sua última coleção, primavera/verão 2010, apresentou uma visão romântica da Inglaterra colonial, prestando uma homenagem a Elizabeth II. Além das peças, os sapatos do estilista sempre mereceram destaque. Seu talento incomparável e sua morte prematura deixa o mundo da moda mais empobrecido e triste.

 

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