Estudo mostra que mulheres ricas têm mais chances de ter melanoma por Tamirys Collis


Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Uma pesquisa realizada no Instituto de Prevenção de Câncer da California apontou que as taxas de melanoma entre mulheres jovens e brancas dobraram nas últimas três décadas e colocou aquelas que são mais ricas e educadas como principal grupo de risco.

Para chegar a essa conclusão, o estudo analisou 3.842 casos de melanoma em 3.800 mulheres brancas com menos de 40 anos que foram diagnosticadas entre 1988 e 1992 e entre 1998 e 2002. Os casos foram comparados com o censo.

As taxas de melonoma aumentaram significamente durante os períodos de estudo somente entre as mulheres de renda mais alta, que tiveram seis vezes mais chances de ser diagnosticadas com a doença do que as de classe baixa.

A pesquisadora Christina A. Clarke, autora do estudo, disse, em entrevista ao New York Times, que esse aumento de casos de melanoma em mulheres de classe social mais elevada se deve ao fato de que elas têm mais tempo para lazer ao ar livre, mais tempo para se bronzear e mais condições financeiras para fazer bronzeamento artificial e se expor ao sol durante as viagens de inverno.

Câncer de pele

Segundo a dermatologista Carla Albuquerque, qualquer célula que compõe a pele pode originar um câncer. Existem diversos tipos de câncer de pele, no entanto, os mais comuns são os carcinomas basocelulares (CBC), os carcinomas espinocelulares (CBE) e o melanoma cutâneo, mais perigoso dos tumores de pele devido à sua alta possibilidade de metástase.

A diferença é que o CBC e o CEC são os mais comuns e estão diretamente relacionados com exposições solares frequentes ao longo dos anos em pessoas de pele clara. As lesões ocorrem principalmente nas áreas mais fotoexpostas como face, pescoço, dorso, antebraços e mãos. Já o melanoma está também relacionado a exposições solares intensas, com queimaduras dolorosas e com bolhas.

Como identificar cada tipo de câncer de pele

Carcinoma basocelular: é o mais comum e pode se manifestar sob forma de bolinha com aspecto perolado ou ferida que não cicatriza;

Carcionama espinocelular: pode se manifestar como um placa endurecida, área descamativa e ferida. É importante ficar atenro a lesões que sangram com facilidade ou não cicatrizam;

Melanoma: é o menos comum, porém o mais perigoso e pode se apresentar como uma lesão enagrecida, com bolhas mal delimitadas, com cores e diâmetros que podem se alterar com o tempo.As pessoas mais propensas a este tipo de câncer da pele são aquelas com pele clara, que tiveram vários episódios de queimaduras solares com bolhas quando crianças ou pessoas com história familiar de melanoma.

O câncer de pele tem cura desde que diagnosticado precocemente. Daí a importância de se visitar o dermatologista ao menor sinal de alteração da pele. As pessoas devem estar atentas quando se expor ao sol. Devem usar protetor solar com FPS igual ou maior que 30, para todos os tipos de pele, reaplicar o produto a cada duas horas, utilizar chapéus, camisetas e óculos. Também deve ser evitada a exposição solar entre 10 e 16 horas.

Nos indivíduos muito claros ou com história familiar de câncer de pele (principalmente melanoma), um exame de rotina por dermatologista experiente é recomendável. Este "check-up" pode ser feito semestralmente de acordo com a necessidade.

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