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Um estudo britânico divulgado recentemente comprovou que o comprimento dos dedos de um homem pode indicar qual o risco de desenvolver câncer de próstata, doença que atinge 17% da ala masculina.
De acordo com os pesquisadores, quando o dedo indicador é mais longo que o anular significa que a probabilidade de desenvolver a doença é menor. Os cientistas fizeram essa descoberta depois de comparar a mão de 1,5 mil pacientes com câncer de próstata com as mãos de 3 mil homens saudáveis.
Isso se explica por conta da influência hormonal na fase embrionária, quando o bebê ainda está na barriga da mãe. É que o comprimento dos dedos é determinado durante a gestação e está ligado aos níveis de hormônios sexuais.
De acordo com os cientistas do Instituto de Pesquisa do Câncer da Universidade de Warwick, onde o estudo foi desenvolvido, a criança terá um dedo indicador mais longo se for exposta a níveis menores de testosterona antes do nascimento, o que poderá ser uma proteção contra o câncer de próstata na fase adulta.
Para Marcos dall'Oglio, coordenador de uro-oncologia do Instituto de Câncer do Estado de São Paulo, esse é um dado curioso, mas não pode ser considerado como fator de risco. "Esse dado serve apenas como uma informação adicional para auxiliar médico e paciente a identificar precocemente o câncer de próstata". Mas, ainda de acordo com o especialista, não significa que quem tenha essa característica esteja necessariamente livre do problema e vice-versa, por isso é importante que os homens a partir dos 45 anos façam exames anuais para se certificar quanto a doença.
A próstata é uma glândula localizada perto da bexiga e o tumor nessa região é mais comum em homens a partir dos 50 anos. Pessoas com antecedentes familiares de câncer de próstata tem maior chance de desenvolver a doença. "Quanto maior o número de parentes de primeiro grau que tenham o problema, maior o risco de a pessoa também desenvolvê-lo. Por exemplo, se pai, avô e irmão tiveram o câncer, a chance do homem ser acometido pela doença aumenta em 10 vezes", explica o médico. Nos casos hereditários, o câncer se manifesta mais cedo. Por isso, quem tem histórico familiar deve realizar os exames preventivos a partir dps 40 anos. Outro fator de risco para o desenvolvimento do tumor, segundo dall'Oglio, é uma dieta exagerada em gordura animal.
Os exames de prevenção são feitos por toque digital, em que o médico avalia se a glândula está irregular e de consistência endurecida, e exame de sangue, que avalia a dosagem do PSA (antígeno prostático específico), uma proteína produzida exclusivamente pela próstata, que se eleva de maneira significativa nos casos de câncer, mas também aumenta em pacientes com infecção ou com crescimento benigno exagerado da glândula. Por isto, elevações do PSA sempre exigem uma atenção médica mas não indicam necessariamente a presença de câncer na próstata.
A doença não apresenta sintomas na sua fase inicial. Nesse período, o paciente não sente nada. Por isso, os exames preventivos são tão necessários. Em fase avançada, o homem pode ter retenção do fluxo de urina. Os tratamentos são feitos de formas diferentes dependendo do estágio do tumor. Se estiver localizado dentro da glândula, é feita uma cirurgia para retirá-lo ou radioterapia. Se ele já tiver em fase mais avançada, o ideal é controlá-lo com hormônios femininos, bloqueando a testosterona. Como toda doença, quanto mais cedo o tumor for descoberto, maior as chances de cura.
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